Ascensão: Império das Pteridófitas
- Camila Elias
- 26 de fev. de 2020
- 5 min de leitura
Atualizado: 29 de abr. de 2020

Não se cogita a repressão total das tendências agressivas do homem: o que podemos tentar é canalizar essas tendências para outra atividade que não seja a guerra
Sigmund Freud (Médico neurologista, criador da psicanálise - 1856 - 1939)
Classificada no domínio Eukarya e compondo o reino Plantae, as pteridófitas são um grupo de plantas que possuem vasos condutores (xilema e floema) e não possuem sementes.
São plantas muito resistentes e observa-se a presença de raízes, caules e folha. Elas encontram-se principalmente em locais terrestres úmidos.No Brasil existem mais de 1000, estando divididas em dois filos: Pteridophyta (samambaias, avencas e cavalinha) e Lycopodiophyta (licopódios e selaginelas)
As pteridófitas foram as primeiras plantas cujo esporófito diploide apresentou e apresenta maior longevidade que os gametófitos.

Estrutura
As pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentarem um sistema de vasos condutores
de nutrientes.
Nelas existem dois tipos de tecidos condutores:
- Xilema: transporta água e sais minerais (seiva mineral) desde as raízes até as folhas
- Floema: transporta açúcares e outros compostos orgânicos (seiva orgânica) das folhas ao resto da planta.
A samambaia é uma planta assexuada produtora de esporos. Por isso, ela representa a fase chamada esporófito.
Raízes: fixam a planta no solo e absorvem água e sais minerais
Caule: sustenta as folhas em uma posição propícia para o recebimento de luz
Folhas: realizam a fotossíntese
Tecidos
Dérmico: serve como protetor dos tecidos internos e como uma barreira contra a perda de água, sendo a camada mais externa da planta
Vascular: distribui os nutrientes para a planta e é formado pelo xilema e pelo floema de forma mais eficiente
Fundamental: formados pelos parênquimas - tecidos localizados na parte interna da planta que realizam funções de acordo com sua localização
Parêquima clorofiliano: realiza a fotossíntese e possui muitas células ricas em cloroplastos
Parênquima amilífero: armazena amido, através dos aminoplá
Parênquima aerípelcializado para a flutuação de plantas aquáticas

Reprodução
Para que a fecundação ocorra há a necessidade de água, pois os gametas masculinos são
flagelados e precisam nadar até os gametófitos femininos para fecundar a oosfera, por isso as
A grande maioria das pteridófitas é homosporada, ou seja, possuem apenas um tipo de esporângio, que é capaz de produzir apenas um tipo de esporo, o qual se desenvolve em um gametófito bissexual.
Uma pequena parcela é heteroesporada, ou seja, observa-se dois tipos de esporos:
- Megaesporângeos, que são os que formam os gametas gametófitos femininos; e
- Microsporângeos, que são os responsáveis por formar os gametófitos masculinos.
As pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentarem um sistema de vasos condutores
de nutrientes. A reprodução pode ser tanto assexuada como sexuada.
Assexuada:
Na primeira ela acontece por brotamento e na segunda a alternância de gerações, com um esporófito diplópode dominante e um gametófilo haplóide.
Sexuada:
Como a maioria das pteridófitas são homosporadas, descreveremos o ciclo desse grupo, mais especificamente o ciclo da samambaia.
Em certas épocas, na superfície inferior das folhas da samambaias formam-se pontinhos escuros chamados soros. O surgimento dos soros indica que a samambaias está em época de reprodução - em cada soro são produzidos por meiose inúmeros esporos.
Quando os esporos amadurecem, os soros se abrem. Após a liberação dos esporos, eles caem em um local propício e germinam, formando um gametófito bissexuado, o prótalo, verde e com formato semelhante a um coração.
O prótalo é uma planta sexuada, produtora de gametas; por isso, ele representa a fase chamada de gametófito. Além dessas características, é possível observar a presença de rizoides que garantem a permanência do gametófito no substrato. Neste caso o gametófito é monoico e forma tanto o arquegônio quanto o anterídio.

HORA DE FIXAR A MATÉRIA
Uma garota estava observando a samambaia de sua mãe quando percebeu que todas as folhas estavam cheias de pontos escuros na face inferior. Achando que a planta em questão estava estragada, a menina arrancou todas as folhas da planta. De acordo com seus conhecimentos sobre pteridófitas, marque a alternativa que explica corretamente o que são os pontos pretos na folha.
a) Os pontos escuros na face inferior da folha são os chamados báculos, estruturas reprodutoras.
b) Os pontos escuros na face inferior da folha são os chamados soros, estruturas que surgem em resposta a um ataque de fungos patogênicos.
c) Os pontos escuros na face inferior da folha são os chamados soros, estruturas onde são produzidos os esporos.
d) Os pontos escuros na face inferior da folha são os prótalos, a fase gametofítica da samambaia.
e) Os pontos escuros na face inferior da folha são os prótalos, a fase esporofítica da samambaia.
(UFJF-MG) Em um canteiro de samambaias ornamentais, surgiram insetos que se alimentam dos prótalos formados. Como conseqüência imediata dessa ação, pode-se esperar que:
a) não haverá mais a produção de esporângios e a formação de esporos diplóides.
b) haverá redução da formação de soros e, conseqüentemente, novos prótalos não serão forma-dos.
c) não haverá formação de arquegônios e esporângios, interrompendo o ciclo reprodutivo.
d) não haverá formação de anterídeos e, portanto, novos esporos não serão formados.
e) não haverá formação de zigotos e, como resultado, novos esporófitos não serão formados.
(Vunesp) Há algumas centenas de milhões de anos, um grupo de plantas terrestres apresentou uma importante inovação evolutiva: desenvolveu estruturas eficientes na distribuição de água e alimento pelo corpo do indivíduo. Esse grupo de plantas foi o ancestral de todas as plantas chamadas traqueófitas. Como exemplo de plantas traqueófitas, podemos citar:
a) samambaia, abacateiro, orquídea.
b) musgo, cogumelo, alga.
c) cogumelo, orquídea, hepática.
d) alga, avenca, cana-de-açúcar.
e) abacateiro, musgo, orquídea.
(Cesgranrio-RJ) No curso da evolução dos vegetais, a presença de vasos condutores de seiva foi inicialmente observada em:
a) coníferas.
b) briófitas.
c) pteridófitas.
d) angiospermas.
e) gimnospermas.
(Esam-PI) Uma “samambaia de metro” é:
a) a geração esporofítica de uma pteridófita.
b) a geração gametofítica de uma pteridófita.
c) a geração esporofítica de uma briófita.
d) a geração gametofítica de uma briófita.
e) um talo de uma criptógama.
(UFPel-RS) Os vegetais vasculares que possuem raiz, caule e folhas, mas não são dotados de flores, frutos e sementes são:
b) pteridófitas, como as samambaias, avencas e xaxins.
c) angiospermas, como as gramíneas, o eucalipto e os cactos.
d) gimnospermas, como os ciprestes, os pinheiros e o Ginkgo biloba.
e) fungos, como a orelha-de-pau, os cogumelos e as leveduras.
(PUCCamp-SP) terrestres que apresentam vasos condutores de seiva, mas dependem da umidade ambiental para a realização de seu ciclo reprodutivo são:
a) as gimnospermas.
b) as pteridófitas.
c) apenas os musgos.
d) apenas as hepáticas.
e) todas as briófitas.
(UECE) Pteridófitas: aparecimento dos tecidos condutores foi um marco evolutivo que permitiu às plantas se expandirem e conquistarem a Terra. O primeiro grupo a apresentar essas estruturas anatômicas é constituído pelas:
a) algas
b briófitas
c) gimnospermas
d) pteridófitas.
(UFG-GO) Com relação às características das briófitas e pteridófitas, pode-se afirmar que:
I. as briófitas são plantas autótrofas quimiossintetizantes; por exemplo, as hepáticas.
II. as pteridófitas são plantas avasculares; por exemplo, as samambaias.
III. os musgos absorvem água do meio através dos seus rizóides.
IV. ambos os grupos apresentam metagênese, sendo que, nas pteridófitas, a planta que vemos é o esporófito e, nas briófitas, é o gametófito.
Assinale:
a) se apenas as proposições III e IV forem corretas.
b) se apenas as proposições I e II forem corretas.
c) se apenas as proposições II e IV forem corretas.
d) se apenas as proposições I e III forem corretas.
e) se apenas a proposição I for correta.
Fontes:
AMABIS, J.M.; MARTHO, G.R. Biologia 2 - Biologia dos Organismos: 4ª ed. São Paulo: Editora Moderna, 2018
BOSCHILIA, C. Manual Compacto de Biologia: 1ª ed. São Paulo: Editora Rideel, 2010
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